Por Alan Rodrigues e Cláudio Gatti
Revista: ISTOÉ de 05 de março de 2008
No Estado do Pará a Amazônia está cada vez mais desmatada. Uma grande parte do que antes era selva, hoje está sendo ocupada por milhões de cabeças de gado. Existe uma relação entre miséria, ambição e descaso dos governos. O que está levando a floresta a diminuir a cada ano. Atualmente medidas eficazes ou não vêm sendo tomadas por parte do governo. O que não impede o surgimento de um novo perfil de explorador, os chamados, “sem tora”, que são beneficiados pelas serrarias clandestinas. Sem vigilância efetiva, a quadrilha se instala para devastar a floresta e depois vai embora. Por falta de um gerenciamento político e econômico que interfiram diretamente nos fluxos migratórios e no tipo de ocupação da região, famílias inteiras vivem do desmatamento e o fechamento das madeireiras tiram o seu sustento, gerando miséria e violência.Madeireiros justificam a prática ilegal de desmatamento pela burocracia imposta pelas leis do Meio Ambiente. Eles argumentam que a autorização para o desmatamento por parte do governo fica aquém da demanda de mercado, inclusive exterior.
Em ação, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança, apreenderam grande quantidade de madeiras em cidade do Pará. Este Estado se tornou um dos mais conflituosos do país, onde os assassinatos são constantes. Famílias são ameaçadas e abandonam seus lares, por temor a violência e fuga do trabalho escravo a que são submetidas na região do garimpo. Conflitos envolvem famílias inteiras, por não possuírem documentos legais de suas propriedades. Por ausência do governo, grileiros são atraídos pelas terras desocupadas e ameaçam os moradores com falsos documentos.
A solução para o problema do Pará pode vir de um governo atuante, que leve educação para região e implementação de um plano de gestão territorial para prevenir o desperdício dos recursos naturais, pelo desmatamento.
Conflitos na Amazônia
Em matéria a revista Istoé em 5 de março de 2008, Alan Rodrigues e Cláudio Gatti, autores da reportagem “Quem está matando a floresta”, criticam a falta de ação por parte dos governos no Estado do Pará.
Apesar do assunto em questão ser de extrema importância para alertar a população da negligência por parte das autoridades competentes o autor se mostra detalhista demais, fazendo rodeios para tratar de um assunto que é claro e objetivo, o que faz com que por vezes o leitor se perca em meio a tantos dados. Dados estes que dariam mais veracidade a reportagem e que acabam desviando o assunto principal, sendo pouco elucidativo.
O texto apresenta convergência, pois este tema tem sido muito comentado em todos os segmentos (jornais, revistas, telejornais e escolas).
É um tema pertinente à Administração, uma vez que é um assunto com tendência mundial e que envolve não só os governantes, mais empresas e consumidores e/ou serviços. A nova ordem econômica mundial exige dos administradores o conhecimento desta realidade e o mercado consumidor, principalmente dos países desenvolvidos, têm se tornado cada vez mais exigente quanto à responsabilidade das empresas se posicionarem eticamente no mercado. Tornando-se imprescindível abordar os aspectos ambientais no processo decisório, pois o mercado consumidor internacional tem se mostrado consciente de que as empresas que agridem o meio ambiente direta ou indiretamente violam legislações, princípios éticos e morais, pois além de contribuírem para a degradação ambiental, prejudicam o futuro do planeta, e de suas próprias fontes de recursos. Ainda que o administrador não tenha esta preocupação de promover desenvolvimento social e sim, puramente crescimento econômico, devendo pautar-se para a sua reserva de recursos naturais, recursos hídricos, enfim, seus recursos ambientais, pois o futuro de sua empresa depende diretamente da qualidade de vida do mercado consumidor.