sexta-feira, 2 de maio de 2008

Para recifenses atendimento é mais importante

Levantamento realizado pela TNS InterScience traça a percepção do consumidor sobre as empresas que mais o respeitam

Informações para imprensa: Tatiana Ferrador e Polyanna Rocha
http://vounessa.terra.com.br/noticias/mostraNoticia.asp?idNoticia=12145

A presente matéria apresenta uma avaliação das empresas que mais respeitam o consumidor avaliados anualmente. Comenta a pesquisa realizada em 2007 nas principais capitais brasileiras. A metodologia constou de entrevista espontânea realizada em 1250 consumidores homens e mulheres com mais de 18 anos, das classes sociais A, B, C e D. Como conclusões destaca-se que “Para o consumidor, responsabilidade social é o mínimo que a empresa tem que ter”. Na pesquisa realizada em 2006 o que aparecia como diferencial era preço e qualidade, que hoje são considerados básicos. Hoje, o que agrega valor é responsabilidade social e ambiental, e propaganda, enquanto a qualidade dos produtos e serviços, atendimento e preço competitivo são o mínimo, que a empresa tem que oferecer. A responsabilidade ambiental foi indicada por 43%
dos entrevistados como agregação de valor de produtos e serviços comercializados

Um novo perfil de consumidor: "responsabilidade ambiental"

A matéria é apenas informativa do perfil do consumidor de Recife. Não ocorre discussão quanto às implicações de uma opção mais ou menos engajada quanto à responsabilidade ambiental. A matéria deixa claro que nesse modelo claramente capitalista o que está sendo objetivado é o mercado consumidor. A oscilação de opiniões dos entrevistados entre os últimos anos quanto a que fator é apontado como “básico e imprescindível” ou “diferencial” ou “agregador de valor” não passa por análise crítica e aponta apenas como indicativo para as empresas. A matéria serve, presumivelmente, de indicadora para geração de produtos e serviços por quaisquer empresas que o queiram. Dessa forma constata-se que “Responsabilidade Ambiental” pode ser encarada como item de agregação de valor para comercialização de produtos e serviços e não como item a ser encarado como ética e, atualmente, como item de sobrevivência da espécie humana.

Quem está matando a floresta

Por Alan Rodrigues e Cláudio Gatti

Revista: ISTOÉ de 05 de março de 2008


No Estado do Pará a Amazônia está cada vez mais desmatada. Uma grande parte do que antes era selva, hoje está sendo ocupada por milhões de cabeças de gado. Existe uma relação entre miséria, ambição e descaso dos governos. O que está levando a floresta a diminuir a cada ano. Atualmente medidas eficazes ou não vêm sendo tomadas por parte do governo. O que não impede o surgimento de um novo perfil de explorador, os chamados, “sem tora”, que são beneficiados pelas serrarias clandestinas. Sem vigilância efetiva, a quadrilha se instala para devastar a floresta e depois vai embora. Por falta de um gerenciamento político e econômico que interfiram diretamente nos fluxos migratórios e no tipo de ocupação da região, famílias inteiras vivem do desmatamento e o fechamento das madeireiras tiram o seu sustento, gerando miséria e violência.Madeireiros justificam a prática ilegal de desmatamento pela burocracia imposta pelas leis do Meio Ambiente. Eles argumentam que a autorização para o desmatamento por parte do governo fica aquém da demanda de mercado, inclusive exterior.
Em ação, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança, apreenderam grande quantidade de madeiras em cidade do Pará. Este Estado se tornou um dos mais conflituosos do país, onde os assassinatos são constantes. Famílias são ameaçadas e abandonam seus lares, por temor a violência e fuga do trabalho escravo a que são submetidas na região do garimpo. Conflitos envolvem famílias inteiras, por não possuírem documentos legais de suas propriedades. Por ausência do governo, grileiros são atraídos pelas terras desocupadas e ameaçam os moradores com falsos documentos.
A solução para o problema do Pará pode vir de um governo atuante, que leve educação para região e implementação de um plano de gestão territorial para prevenir o desperdício dos recursos naturais, pelo desmatamento.


Conflitos na Amazônia

Em matéria a revista Istoé em 5 de março de 2008, Alan Rodrigues e Cláudio Gatti, autores da reportagem “Quem está matando a floresta”, criticam a falta de ação por parte dos governos no Estado do Pará.
Apesar do assunto em questão ser de extrema importância para alertar a população da negligência por parte das autoridades competentes o autor se mostra detalhista demais, fazendo rodeios para tratar de um assunto que é claro e objetivo, o que faz com que por vezes o leitor se perca em meio a tantos dados. Dados estes que dariam mais veracidade a reportagem e que acabam desviando o assunto principal, sendo pouco elucidativo.
O texto apresenta convergência, pois este tema tem sido muito comentado em todos os segmentos (jornais, revistas, telejornais e escolas).
É um tema pertinente à Administração, uma vez que é um assunto com tendência mundial e que envolve não só os governantes, mais empresas e consumidores e/ou serviços. A nova ordem econômica mundial exige dos administradores o conhecimento desta realidade e o mercado consumidor, principalmente dos países desenvolvidos, têm se tornado cada vez mais exigente quanto à responsabilidade das empresas se posicionarem eticamente no mercado. Tornando-se imprescindível abordar os aspectos ambientais no processo decisório, pois o mercado consumidor internacional tem se mostrado consciente de que as empresas que agridem o meio ambiente direta ou indiretamente violam legislações, princípios éticos e morais, pois além de contribuírem para a degradação ambiental, prejudicam o futuro do planeta, e de suas próprias fontes de recursos. Ainda que o administrador não tenha esta preocupação de promover desenvolvimento social e sim, puramente crescimento econômico, devendo pautar-se para a sua reserva de recursos naturais, recursos hídricos, enfim, seus recursos ambientais, pois o futuro de sua empresa depende diretamente da qualidade de vida do mercado consumidor.